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Sábado, 3 de Junho de 2006
Veto

O Aníbal vetou ontem a quota das mulheres, eu nem queria acreditar quando ouvi a notícia.

Então não é que escrevi aqui na Sexta-feira, 21 de Abril de 2006, o que se segue.

 

««Assim continua o Aparelho do PS

Por acaso nunca ouviram falar no Choque Tecnológico ?

A Tecnologia resolve tudo segundo o Ditador Sócrates.

O ex-Deputado Carlos Zorrinho arranjou aí mais um Tacho.

Vejam bem o Diário de Noticias de hoje:

«A Lei da Paridade foi ontem aprovada na Assembleia da República, com o PS e o BE a totalizarem 122 votos favoráveis, contra os 96 do PSD, CDS, PCP e Verdes. Mas com o Parlamento a viver de novo momentos caricatos, porque para chegar a estes números o presidente da Assembleia da República teve de fazer uma verificação alternativa com a assinatura dos deputados já que o voto electrónico registado revelava que a lei não tinha sido aprovada. O CDS apela agora ao Presidente da República, Cavaco Silva, para que envie o diploma para fiscalização no Tribunal Constitucional e o PS vai pedir a suspensão das votações electrónicas já na próxima conferência de líderes.

Num primeiro momento, por volta das 17.00, o quórum de votação era mais que suficiente (204 deputados), mas pelo meio meteu-se a discussão de um voto de protesto do CDS pelo encerramento de maternidades e, na altura das votações, a Lei da Paridade recolheu apenas o voto favorável de 111 deputados (103 do PS mais oito do BE ). Menos que os necessários 116. Os votos contra eram 90. Jaime Gama chega a dar a lei como rejeitada e estala a polémica. Alberto Martins acaba por dizer que está em causa a "verdade parlamentar" e durante mais de duas horas os deputados discutem a forma de contornar a situação, perante indícios de um erro electrónico que terá contado deputados a menos.

Jaime Gama pede para que os serviços da AR verifiquem os deputados que não conseguiram votar por anomalia do cartão electrónico ou por outros motivos e para que se cruzem os dados, seguindo aliás a sugestão de Marques Guedes, líder parlamentar do PSD, e de Bernardino Soares, do PCP. Gama considerara a sugestão "interessante". Nessa altura, Alberto Martins pede a palavra e dirige-se em termos muito duros para o presidente da AR: "Queremos a verdade. Voto electrónico, voto levantado, voto sentado, o que Vossa Excelência quiser".

O CDS, pela voz do líder parlamentar Nuno Melo, lembra a falta de quórum de quarta-feira passada e garante que está em causa "a credibilidade do Parlamento". Alberto Martins, em desespero, chega a pedir a votação nominal, que o regimento indica que tem de ser pedida e aprovada antes da votação e não depois. O PSD opõe-se "a qualquer repetição da votação", tal como o PCP, e esta não chega a dar-se. A partir daí, foi um regabofe, com PSD e CDS a garantirem que entraram deputados na sala depois da verificação do quórum inicial e durante as votações. Mas Gama considera a votação "tecnicamente insuficiente" e avança para o cruzamento dos dados electrónicos com as presenças na sala. Paulo Portas, bastante activo na bancada, solta: "Quando se perde, perde-se. Quando se ganha, ganha-se. Estivessem cá a horas". Marques Guedes considera a votação como "fraudulenta".

Gama garante finalmente que "foram expurgados" os deputados que já tinham votado electronicamente e dá os novos números, que garantem a aprovação. Verifica-se então que o PS conseguiu mais 11 votos e que o BE foi fundamental. A Lei da Paridade estabelece que os partidos têm de ter pelo menos um terço de mulheres nas listas para eleições, legislativas, autárquicas e europeias.»

Só é pena que o Bloco de Esquerda não faça a oposição que se impõe e deixe passar esta linda brincadeira.

Assim vamos continuar a aturar o Aparelho do PS, até que caia de podre.

Uma mulher que seja Mulher com "M" maiúsculo, recusa-se a entrar numa lista de cotas.

As pessoas valem pelo que valem. Valem pela sua capacidade e não pelas cotas do PS e do BE.»»

 

Acreditem! Até dava um beijinho ao Aníbal se fosse verdade. Pois a hipocrisia é coisa que nunca admiti.

Afinal é só fogo de vista, devolve-se ao Parlamento para dar uns retoques. De facto era mesmo muito difícil uma razão para dar um beijinho a um animal político daqueles.

 

Agora já não são só os disparates do PS e do BE a aprovarem a Lei no Parlamento. Vejam bem que até o PCP em vez de denunciar a medida fantoche do Aníbal apoia a mesma.

E a Lei (enquanto não houver Mulheres com "M" maiúsculo), vai mesmo em frente. Recordo-me do Livro de Saramago "Ensaio sobre a Lucidez" (a que para o denegrirem chamaram o "Voto em Branco"). Mulheres não votem em Branco! Pura e simplesmente pensem em NÃO VOTAR, é só organizarem-se, e vão ver como passam a ter direitos sem necessidade de cotas.



publicado por AJPM às 00:16
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De JaFumega a 3 de Junho de 2006 às 14:34
Interessante é a posição do PCP nesta matéria, não só na parte final, mas também na inicial, nomeadamente no que diz respeito à votação, um partido de esquerda que não vota uma lei desta natureza, só demonstra a quantidade de stalinistas que se encontram nas suas fileiras, bem como a falta de modernidade do pensamento das suas gentes. Ai, Ai!


De AJPM a 4 de Junho de 2006 às 00:21
Caro “JaFumega”, está há muito estabelecida uma enorme confusão entre o que é esquerda e direita e não é demais insistir nesta matéria. Nomeadamente a importância dos conceitos e das práticas do que é um revolucionário e um reaccionário, um progressista e um conservador. Se o PCP é um partido de esquerda ou de direita não é isso que me importa. O que me importa verdadeiramente é se as práticas, e as consequências são revolucionárias e progressistas ou reaccionárias e conservadoras.
E no que respeita à atribuição de quotas às mulheres, para a constituição das listas partidárias trata-se: primeiro de uma intromissão do Parlamento na vida interna dos partidos inadmissível num regime progressista; segundo de um deitar de areia para os olhos dos cidadãos com uma medida conservadora que mantém tudo na mesma deixando no fundo aos aparelhos partidários a decisão integral sobre quem ocupa as cadeira no Parlamento.
Trata-se de uma pura medida populista do Aparelho do Partido Socialista que merece a minha total discordância e, como já referi, das Mulheres com “M” maiúsculo.
As mulheres que se imponham: no BE, no PCP, no PS, no PPD, no CDS, e em todos os Partidos. Esse é um papel que cabe às mulheres e não ao Parlamento. Portanto não se desvie a questão para aquilo que não é, ou seja uma medida “dita de esquerda” (note-se pelo Aparelho do PS) tomada pelo Parlamento.


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