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Em Estremoz:
Era uma vez um Aparelho que se deitou a parir novos autarcas ao mundo.

Paríu ABORTOS!...

Os Rosinhas


No céu cinzento/Sob o astro mudo/Batendo as asas/Pela noite calada/Vem em bandos/Com pés veludo/Chupar o sangue/Fresco da manada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

A toda a parte/Chegam os rosinhas/Poisam nos prédios/Poisam nas calçadas/Trazem no ventre/Despojos antigos/Mas nada os prende/Às vidas acabadas

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Se alguém se engana/Com seu ar sisudo/E lhes franqueia/As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

No chão do medo/Tombam os vencidos/Ouvem-se os gritos/Na noite abafada/Jazem nos fossos/Vítimas dum credo/ E não se esgota/O sangue da manada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

São os mordomos/Do universo todo/Senhores à força/Mandadores sem lei/Enchem as tulhas/Bebem vinho novo/Dançam a ronda/ No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Se alguém se engana/Com seu ar sisudo/E lhes franqueia/ As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Este Blog surge porque: Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações
Sexta-feira, 23 de Junho de 2006
Comentário versus Esclarecimento

Em primeiro lugar transcrevo integralmente o comentário inserido neste Blog que motiva este Post:

 

«De Anónimo a 22 de Junho de 2006 às 03:47

 

Caro AJPM, confesso que no início, quando começaram a aparecer os seus textos nos Brados do Alentejo, lhe prestei alguma atenção, não porque concorde particularmente consigo, mas porque todas as opiniões me merecem respeito e acho que devem ser tidas em conta.

No entanto a verdade é que começo a ficar cansado de passar por aqui e ler que tudo de mal é culpa de um pseudo "aparelho" que não sei quem é.

Suponho que se refere a pessoas ligadas ao Partido Socialista em Estremoz. Mas a verdade é que essas pessoas devem ter nome e para que eu não o continue a ver como mais um "Octávio Machado" que tudo sabia e insinuava, mas nada dizia. E para que não deixe de lhe dar pelo menos o mínimo de credibilidade seria bom que desse nome a essas suas denuncias e elucidasse a opinião publica de Estremoz, nomeadamente aqueles que como eu nestas eleições votaram na lista vencedora.

Possivelmente fui levado a votar baseado em falsidades, como aqui refere, mas quero que me diga o nome das pessoas a que se refere. Quem é o "aparelho do PS"? Quem comanda a concelhia de Estremoz? Concretamente do que os acusa? Em que são diferentes dos outros partidos?

Esclareça os Estremocenses, por favor.

Obrigado»

 

Não vou dar uma resposta dirigida pessoalmente ao autor do comentário, porque não é, não tem sido, nem penso vir a ser, esse, o meu princípio de postura neste e até mesmo em qualquer outro espaço.

Considero que se trata de um comentário pertinente. E entendo perfeitamente os motivos da sua elaboração e inserção. Assim no sentido de dar a minha contribuição para o Esclarecimento de tudo e todos. Princípio pelo qual sempre me tenho norteado e batido desde à longo tempo, porque considero essencial a predominância da intervenção Consciente e racional resultante de um esclarecimento, em oposição às intervenções instrumentalizadas resultantes da Mentalização (imposição irracional de ideias e princípios). Por isso mesmo aqui vai, não direi um Esclarecimento, mas uma tentativa de Esclarecimento:

 

I ) - Escrevi neste Espaço (Blog), há muito pouco tempo (2 de Junho), uma resposta http://ajpm.blogs.sapo.pt/23070.html, que foi uma intervenção absolutamente necessária, a um comentário inserido anonimamente por uma tal ODETE, fugindo à regra de princípio que tenho seguido,  onde se pode ler na minha resposta: E como disse, inicialmente, isto não tem nada de “...questões pessoais”, é apenas uma parte da história do Aparelho do Partido Socialista.
E quanto há história do Aparelho do Partido Socialista, talvez pense em escreve-la aqui um dia
.”

 

De facto esclarecer as dúvidas e responder às questões colocadas no comentário, reproduzido inicialmente acima, que dá origem a este Esclarecimento só é possível se e quando eu, ou alguém, aqui, ou noutro local, escrever a história do Aparelho do Partido Socialista, o que como se deve entender não é matéria para meia dúzia, nem sequer uma dúzia, de parágrafos. Por isso aquilo que vou fazer não é, como disse atrás, dar um Esclarecimento mas tentar um Esclarecimento(zinho).

 

II ) - Quando se dá o 25 de Abril de 1974 o Partido Socialista (PS) ainda não o era, de facto na realidade, havia um embrião que se fundamentava num grupo significativo de portugueses, opositores do regime implementado e defensores de princípios, de uma ideologia e de uma prática socialista, que pode ser lida e confirmada no Programa e Estatutos do PS da altura, então liderado por Mário Soares.

 

Em Portugal com existência e implementação no terreno só havia, um partido real e verdadeiramente organizado, o Partido Comunista Português (PCP), que defendia os princípios que sabemos e conhecemos, não me parecendo ser aqui e agora o local para tecer comentários sobre estes princípios, apenas é importante ter essa realidade em conta, para um correcto enquadramento da situação.

 

Logo após o 25 de Abril de 1974 é criado, ou toma forma legal, por me parecer este o termo mais adequado, o Partido Popular Democrático (PPD), dirigido por homens sociais-democratas, com implementação nos meandros da sociedade portuguesa e da política nacional e internacional e uma base programática e princípios assentes na social democracia, (então fortemente implementada nos países nórdicos), que muitos como Sá Carneiro defenderam durante os últimos tempos do Estado Novo. O partido não teve inclusivamente logo a designação de Social-Democrata, porque alguém, da Direita portuguesa, se antecipou a registar um pseudo partido contendo tal designação.

 

O PPD, actual Partido Social-Democrata (PSD), foi na altura apelidado de Direita (termo sempre relativo na terminologia política - que na altura encerrava uma grande carga depreciativa), o que conduziu à sua fraca implementação na sociedade portuguesa da altura, originada pelo repúdio dos portugueses pela Direita ao fim de mais de 40 anos de Ditadura.

 

O Centro Social-Democrata (CDS) acaba por se assumir como partido líder da Direita portuguesa de então, onde apenas homens como Freitas do Amaral, e poucos mais, têm a coragem de se assumirem. Talvez fossem outros que lá devessem estar, tiveram medo e refugiaram-se, sabem onde? No Partido Socialista!

 

E é neste quadro político que surge o Aparelho do Partido Socialista.

 

Para militante, simpatizante e apoiante do PS, da altura, entra tudo; não entram é aqueles cujos princípios seriam os princípios das bases ideológicas e programáticas do PS. Entram principalmente os comprometidos com o Regime derrubado que encontraram aí uma almofada de apoio como forma de se protegerem e defenderem os seus interesses individualistas que estavam em causa e em perigo de ruírem. Não eram possuidores do mínimo espírito essencial do socialismo ou de uma sociedade socialista como então a mesma era idealizada. Digo mesmo, sem margem para qualquer dúvida, que não teriam lugar nem ideologicamente nem pela sua prática diária no então PPD, que era um partido conduzido por homens da Democracia e pela Democracia.

E os dirigentes políticos da altura do PS cedem à entrada destes energumes (não tenho outro termo), aqueles que actualmente, conjuntamente com os seus discípulos na linha e prática politica, conseguiram obter a liderança do PS.

Não são socialistas, nem sociais-democratas, são a escumalha (é este o termo) deste país, estão aí por todo o lado, à boa e nova maneira pidesca a tentarem controlar tudo e todos, o seu princípio é: - “se não és por mim és contra mim”. São estes que eu aqui tenho denunciado como tendo o princípio base de atitude e comportamento de colocar os interesses individuais à frente do bem colectivo. É isto que é o Aparelho do Partido Socialista.

 

Não quero, porque não é isso que me interessa, personalizar esta matéria, ela transcende as pessoas A ou B, é neste momento uma teia conveniente e devidamente organizada e hierarquizada que varre o País de Norte a Sul, apresentando por vezes grandes contradições internas apesar da sua aparente união, de facto são um perigo para a democracia, e logo para a implementação de uma sociedade mais justa, mais igualitária e mais fraterna. Pela sua falta de autenticidade, criam uma enorme ilusão nos seus potenciais apoiantes (particularmente nas últimas eleições, quando o PPD/PSD se mostrou incapaz de liderar e dirigir a organização do poder político, executivo e legislativo).

 

Aquilo que tenho escrito para o papel (ou para a blogosfera), não tem sido mais do que uma transposição do resultado das últimas eleições presidenciais, onde Cavaco Silva e Manuel Alegre obtiveram os resultados que se conhecem (um total de 40% dos eleitores em Estremoz), em consequência do afastamento e distanciamento que souberam manter das Máquinas Partidárias. Portanto a opinião pública, nomeadamente em Estremoz, não necessita de ser elucidada por mim, ela já está elucidada.

 

Se comecei a escrever no Brados do Alentejo foi, e digo isto com toda a sinceridade, “porque me apeteceu”, e sentia que, sem ser bruxo, estava a adivinhar o futuro próximo (aquele que está aí à vista de todos – e não necessita ser demonstrado é-o por si), e mais, tinha e tenho o direito de o fazer. Esse direito, tudo fizeram para mo tirar mas não conseguiram. Se escrevo, mais, aqui neste Blog é porque entendo que o Brados do Alentejo, não é, não deve ser o veículo de resposta e denuncia às graves, muito graves mesmo, calunias que o Aparelho do Partido Socialista levantou não sobre mim pessoalmente, mas sobre o AJPM, que acabou por me transcender, sem ser essa a minha intenção, para se tornar a voz dos muitos Estremocenses que estão inconformados com a cretinice. E como gosto muito de números constato que são cerca de 75% (autárquicas) a 90% (presidenciais) dos eleitores estremocenses, os que não votaram nas opções apresentadas pelo Aparelho do Partido Socialista.

 

Prefiro que sejam as pessoas, e particularmente os Estremocenses por eles próprios, a discernir o que se está a passar e quem é quem, do que ser eu a armar-me em “educador da classe operária como o outro”. As pessoas têm cabeça, olhos, um cérebro para pensar e são elas que conscientemente se estão já a organizar para combater aquilo que os amordaça e insulta no actual momento político. Da minha parte apenas há, e desculpem a modéstia, uma pequena contribuição, nomeadamente manter este espaço, onde todos podem escrever o que quiserem sem quaisquer limitações. Agora não renunciarei nunca a denunciar aquilo que entendo de gravidade extrema e isso tem aqui sido feito e continuará a ser.

 

Não esperem da minha parte guerrilhas pessoais, personalizadas, mas também não esperem o silêncio de que quem cala consente. O que está em causa não são, repito-o mais uma vez, pessoas individualmente, é o Aparelho do Partido Socialista que quer tomar conta de Estremoz. Mas não o vai conseguir.

 

Sei que surge no ar uma pergunta? Qual é a minha alternativa? Pois a resposta não sou eu que a tenho que dar. São os Estremocenses. Eles sabem decidir o que fazer e como.

 

Têm o meu e-mail, enviem-me uma forma de contacto e da minha parte terão toda a informação que possuo e que transcende naturalmente o âmbito deste Blog.

 

AJPM



publicado por AJPM às 13:44
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4 comentários:
De scum a 29 de Junho de 2006 às 10:26
Escumalha és tu que só sabes mandar veneno dessa boca suja. O que é que já fizeste em prol da tua terra?


De LUDE a 1 de Julho de 2006 às 15:49
É com uma grande tristeza que vejo a atitude muito pouco democrática e jornalística do JJ (que parece um macaco operado ao cu) quando coloca paredes meias a Fisga "Tartufo" Fateixa e a reportagem mesmo ao lado com a foto do Presidente da Câmara de Estremoz. ÉS UM TRISTE JJ. A Câmara de Estremoz NEM MAIS UM CENTAVO PARA ESSES COMUNAS. TRISTES.


De Anónimo a 6 de Julho de 2006 às 07:55
hó homem não vês que o Tartufo dos Brados não é o Fateixa, neste blog mais a cima já há quem tenha adivinhado, acho eu, isto não quer dizer que eu concorde com o Linhares Roseira.


De MUHJAEDIN a 1 de Julho de 2006 às 15:51
COMUNAS ESSES GAJOS DOS BRANDOS. E A CÂMARA AINDA LHES PAGA PUBLICIDADE.....PRA DIZEREM MAL DO DR. FATEIXA. COMUNAS. VÃO BUSCAR DINHEIRO AO PC.


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